Número de pessoas desocupadas em Pernambuco recua no terceiro trimestre de 2021
Ter, 30 de Novembro de 2021 11:49

_O comércio foi o setor que mais cresceu neste terceiro trimestre_

O número de pessoas desocupadas em Pernambuco teve um recuo de 21,8% para 19,3%, uma redução 2,5 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2021. Os dados divulgados do terceiro trimestre são referentes aos meses de julho, agosto e setembro. Eles foram apresentados nesta terça-feira (30) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Diferentemente do CAGED, que faz a análise de empregos gerados com carteira assinada, esse levantamento da PNAD aborda trabalhos formais e informais.


Com relação a quantidade de pessoas desalentadas, o número teve um leve recuo no estado pernambucano, de 408 mil no mesmo período de 2020 para 329 mil, mas é considerado estável pelo IBGE.


No Estado, há 3,3 milhões de pessoas ocupadas e 806 mil desocupadas. "O comércio é o setor que mais gerou ocupações em Pernambuco (724 mil trabalhadores), seguido pela agricultura, que cresceu de 302 mil para 345 mil", disse o secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes. Quem permaneceu estável foi a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 555 mil, e a indústria com 394 mil ocupações. O rendimento médio dos trabalhadores pernambucanos está em R$ 1.715 contra R$ 1.964 no mesmo período do ano passado. Dos nove estados nordestinos, seis tiveram redução nas taxas de desocupação, enquanto três ficaram estáveis (Bahia, Rio Grande do Norte e Paraíba). (Quadro segue abaixo)


BRASIL - No Brasil, a taxa de desocupação recuou para 12,6% no terceiro trimestre deste ano, uma redução de 1,6 ponto percentual em relação ao segundo trimestre. Com isso, o número de pessoas em busca de emprego no país caiu para 13,5 milhões (-9,3%). Já os ocupados chegaram a 93 milhões, com crescimento de 4%.  No nordeste, a taxa saiu de 18,4% para 16,4%, uma diminuição de 2 pontos percentuais.


Entre as categorias de emprego que mais cresceram frente ao trimestre anterior estão os empregados do setor privado sem carteira assinada (10,2%), que somaram 11,7 milhões de pessoas. Se levados em conta apenas os trabalhadores sem carteira, houve aumento de 10,8%, o que representa 396 mil pessoas a mais. No mesmo período, o número de trabalhadores domésticos chegou a 5,4 milhões, aumento de 9,2%, o maior desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. A taxa de informalidade chegou a 40,6% da população. São 38 milhões de trabalhadores nessa situação.


A taxa composta de subutilização (26,5%) caiu 2,0 p.p. em relação ao trimestre de abril a junho de 2021 (28,5%) e 3,9 p.p. ante ao mesmo trimestre de 2020 (30,4%).


O número de trabalhadores por conta própria (25,5 milhões de pessoas) cresceu 3,3% (817 mil pessoas) na comparação mensal e 18,4% (4,0 milhões de pessoas) na comparação anual.


A média de rendimento real habitual (R$ 2.459) caiu 4,0% frente ao trimestre anterior e recuou 11,1% relação a igual trimestre de 2020. A massa de rendimento real habitual (R$ 223,5 bilhões) ficou estável em ambas as comparações.


No País, grupamentos de atividades em alta frente ao trimestre móvel anterior, foram: Indústria Geral (6,3%, ou mais 721 mil pessoas), Construção (7,3%, ou mais 489 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7,5%, ou mais 1,2 milhão de pessoas), Alojamento e alimentação (11,0%, ou mais 486 mil pessoas) e Serviços domésticos (8,9%, ou mais 444 mil pessoas).


*DADOS DO NORDESTE*


PNAD - DESOCUPAÇÃO


PERNAMBUCO - 21,8% para 19,3% (2.5 p.p RECUO)


BAHIA - 20,2% para 18,7% (1,5 p.p estável)


SERGIPE  19,3% PARA 17% (2.3 p.p recuo)


ALAGOAS - 19,2% PARA 17,1% (2.1 p.p recuo)


MARANHÃO 17,5% PARA 15% (2.5 p.p recuo)


PARAÍBA - 15,4% PARA 14,5% (0.9 p.p estável)


CEARÁ - 15,1% para 12,4% (2.7 p.p recuo)


PIAUÍ - 15,3% PARA 11,9% (3.4 p.p recuo)


RIO GRANDE DO NORTE - 16,3% para 14,7% (1.6 estável)